Bem vindo!




Antologia significa coleção de flores, porém, com uso mais comum relacionado a coleção de trabalhos literários.

Chamo esse blog de 'minha antologia' na intenção de colecionar textos de diferentes naturezas em um só local.

Falo aqui dos meus interesses: literatura, linguistica, ensino,educação, música, arte e fé cristã.





Bem Vindo!



sábado, 3 de julho de 2010

Letras bem humoradas!

Pérolas do vestibular da UFRJ. Só pra descontrair!

  •  O nervo ótico transmite idéias luminosas ao cérebro. 
  •  O vento é uma imensa quantidade de ar.
  •  O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas. 
  •  Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor.
  •  A Igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela.
  •  O sol nos dá luz, calor e turistas.
  •  As aves têm na boca um dente chamado bico.
  •  Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem, comem por duas vezes.
  •  O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.
  •  Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se for empalhado.
  •  A insônia consiste em dormir ao contrário.
  •  A arquitetura gótica se notabilizou por fazer edifícios verticais.
  •  O objetivo da Sociedade Anônima é ter muitas fábricas desconhecidas.  

 # Frases tiradas do site da universidade Estácio de Sá.#
 Acesse:  http://www.estacio.br/rededeletras/numero17/letras_humoradas/texto1.asp

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Anjos Caídos - Tracy Chevalier




Anjos Caídos, no original, Fallen Angels, é o terceiro livro da escritora americana Tracy Chevalier.

Nesse romance, a escritora detém-se em dois assuntos principais: o movimento sufragista feminino e as pompas fúnebres do período vitoriano.

Chevalier manteve seu costume de dividir a narrativa em períodos de tempo ao invés de numerar os capítulos.

Anjos Caídos inicia em Janeiro de 1901, com o falecimento da rainha Vitória e encerra em Maio de 1910 com o de Eduardo VII. Dessa forma, a história evolui com método, uma coisa após a outra, sem grandes retornos ou surpresas. Voltando-se para o começo do livro, percebe-se que nada foi esquecido.

O envolvimento na causa sufragista tira a personagem Kitty Coleman da mórbida melancoloa em que caiu apos abortar um filho aduterino.

Quanto ao culto vitoriano dos mortos, Chevalier é mais descritiva que reflexiva. Ela quer justamente retratar a transição entre a era vitoriana e seus códigos mortuários rígidos e o mundo moderno onde a morte parece não ter atenção merecida.
O ápice da trama está em torno da personagem Kitty Coleman e a luta feminina pelo voto, direitos e aceitação social.


Uma leitura interessante e prazerosa!

terça-feira, 31 de março de 2009

O vídeo em sala da aula

O vídeo em sala de aula é um recurso que pode viabilizar a realização de inúmeras tarefas, explorando múltiplas formas de linguagem, incluindo a visual, que é aguçada no homem contemporâneo além de ser um atrativo para o aluno.

O vídeo tem uma característica marcante: possibilita a interação e o conhecimento de cenários diferentes, pessoas de outros lugares com suas falas coloquiais ou cultas, modos e estilos de vida, etc. Isso dentro da realidade educacional é de muitíssima grandeza, pois abre caminho para uma discussão e análise crítica da realidade cultural que nos rodeia.

José Manuel Moran afirma que “A linguagem audiovisual desenvolve múltiplas atitudes perceptivas: solicita constantemente a imaginação e reinveste a afetividade com um papel de mediação primordial no mundo, enquanto que a linguagem escrita desenvolve mais o rigor, a organização, a abstração e a análise lógica.”

PROPOSTAS DE USO DO VÍDEO

A seguir segue algumas dicas de uso do vídeo baseado em pesquisas e experiências reais em sala de aula nas quais são flexíveis a realidade de cada professor.

1- Ao iniciar um tema ou uma nova unidade do livro didático, é interessante sensibilizar os alunos com um vídeo relacionado ao assunto. Isso despertará a curiosidade e motivação para o novo tema.

2- Ao tratar de um assunto que esteja de certa forma distante da realidade e/ou alcance do aluno, procure um vídeo que esclareça e exemplifique a questão tratada. Por exemplo, um vídeo que mostre o dia a dia dos americanos, ou o modo de vida dos ingleses no séc. XIV etc.

3- Trazer para sala de aula um vídeo com um trecho de um programa de televisão ou jornal ou ainda um trailer de um filme para levantar análise e discussão de um determinado tema.

4- Os alunos podem ser incentivados a produzir um documentário, ou uma apresentação oral, musical, teatral, etc., para a produção de um vídeo. Filmar é uma das experiências mais envolventes tanto para as crianças como para os adultos.

USOS INADEQUADOS

1- Colocar um vídeo quando falta um professor ou quando não há nada planejado.

2- Exibir um vídeo sem ligação com o tema proposto.

3- Uso exagerado de vídeo na sala. Perde-se a eficácia do recurso e empobrece a aula.

4- Vídeo e só vídeo não produz resultado. O professor precisa elaborar dinâmicas e questionamentos para análise.

5- Em uma aula de curso de línguas com 70 minutos de duração, por exemplo, é improdutiva a exibição de um filme inteiro tomando o tempo de duas aulas. Filme os alunos podem ver no cinema.

Em suma, o vídeo é um recurso incrível que pode viabilizar a realização de atividades criativas em sala de aula, tornando o processo de ensino dinâmico e produtivo.
Ainda há mais o que compartilhar. Sugiro a leitura de José Manuel Moran, que trata com propriedade o tema Educação e Tecnologia.

terça-feira, 17 de março de 2009

Sociolinguística

Sociolingüística

Sociolingüística é a ciência que estuda a língua da perspectiva de sua estreita ligação com a sociedade onde se origina. Se para certas vertentes da lingüística é possível estudar a língua de forma autônoma, como entidade abstrata e independente de fatores sociais, para a sociolingüística a língua existe enquanto interação social, criando-se e transformando-se em função do contexto sócio-histórico.

Desenvolvida em grande parte por William Labov (1969, 1972, 1983), a sociolingüística permitiu o estudo científico de fatos lingüísticos excluídos até então do campo dos estudos da linguagem, devido a sua diversidade e conseqüente dificuldade de apreensão. Através de pesquisas de campo, a sociolingüística - inspirada no método sociológico - registra, descreve e analisa sistematicamente diferentes falares, elegendo, assim, a variedade lingüística como seu objeto de estudo.

A sociolingüística estuda a variedade lingüística a partir de dois pontos de vista: diacrônico e sincrônico. Do ponto de vista diacrônico (histórico), o pesquisador estabelece ao menos dois momentos sucessivos de uma determinada língua, descrevendo-os e distinguindo as variantes em desuso (arcaismos). Do ponto de vista sincrônico (mesmo plano temporal), o pesquisador pode abordar seu objeto a partir de três pontos de vista: geográfico (ou diatópico), social (ou diastrático) e estilístico (contextual ou diafásico).

A perspectiva geográfica é horizontal, ou seja, implica o estudo dos falares de comunidades lingüísticas distintas em espaços diferentes, mas em um mesmo tempo histórico. Os dialetos ou falares dessas comunidades produzem os regionalismos. Os estudos de caráter geográfico distinguem uma linguagem urbana - cada vez mais próxima da linguagem comum - de uma linguagem rural, mais conservadora, isolada, em gradual extinção devido em grande parte ao avanço dos meios de comunicação, que privilegiam a fala urbana.

A perspectiva social é vertical, ou seja, implica o estudo dos falares de diferentes grupos dentro de uma mesma comunidade. Os falantes são agrupados principalmente por nível sócio-econômico, escolaridade, idade, sexo, raça e profissão. Desta perspectiva, observa-se e analisa-se a distinção entre um dialeto social/culto (considerado a língua padrão) - que é preso à gramática normativa, é a língua ensinada nas escolas e está em estreita conexão com o uso literário do idioma e com situações de fala mais formais - e um dialeto social/popular (considerado subpadrão) - mais ligado à linguagem oral do povo e às situações menos formais de comunicação.

Sob a perspectiva estilística, por sua vez, o pesquisador estuda o uso que um mesmo falante faz da sua língua. Considera que o falante realiza suas escolhas influenciado pela época em que vive, pelo ambiente, pelo tema, por seu estado emocional e pelo grau de intimidade entre interlocutores. Tais fatores determinam a escolha do registro (ou nível de fala) a ser utilizado pelo falante quanto a: grau de formalismo (uso mais ou menos formal da língua); modo (língua falada ou escrita); e sintonia (maior ou menor grau de tecnicidade, cortesia ou respeito à norma, tendo-se em vista o perfil do interlocutor).


Escrito por
Tatiana Piccardi

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

FRANKENSTEIN




O título original é Modern Prometheus, porém mais conhecido como Frankenstein. É um romance de terror gótico de autoria de Mary Shelley,(1797 – 1851) filha do filósofo William Godwin e da escritora feminista Mary Wollstonecraft. Mary casou – se com o poeta Percy Bysshe Shelley que morreu em 1822.
O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que cria um monstro em seu laboratório tomado pela ânsia de alcançar a glória através da ciência. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos. Shelley relatou sua versão da gênese da história no prefácio à terceira edição de seu romance.
Embora a cultura popular tenha associado o nome Frankenstein à criatura, esta não é nomeada por Mary Shelley. Ela é referida como “criatura”, “monstro”, “demônio”, “desgraçado” por seu criador. Após o lançamento do filme Frankenstein em 1933 o público passou a chamar assim a criatura.
Frankenstein aborda diversos temas ao longo do texto, sendo o mais gritante a relação de criatura e criador, com óbvias implicações religiosas. Uma influência notável na obra é o poema Paradise Lost de Jonh Milton que aborda a criação do homem e sua queda.
É um clássico. Vale a pena ler.







terça-feira, 11 de novembro de 2008

* Alanis Morissette de volta *

***

Doze anos depois do lançamento de Jagged Little Pill,

um álbum que ganhou 7 Grammys e reproduziu uma dedicada base de fãs ao redor do mundo,

Alanis Morissette continua não apenas uma artista popular,

mas alguém cujo sucesso está enraizado à autenticidade agressiva e a uma extensa equivalente vulnerabilidade.

Essas duas características permitem que ela alcance novas alturas com seu último álbum,

Flavors of Entanglement.

Servindo de guia na escalada, o produtor eletrônico Guy Sigsworth (Björk, Imogen Heap),

que escreveu e produziu o álbum com Morissette.

Doze canções nasceram das sessões de composição em Londres e Los Angeles,

uma fornada selecionada para a edição final de Flavors of Entanglement.

Enquanto trabalhava em seu processo usual

- criando canções como retratos de sua vida -

Morissette encontrou suporte catártico durante um momento de grande transição em sua vida.

"Geralmente, escrevo em retrospecto, mas desta vez tudo foi escrito em tempo real", conta.

"Essa gravação me ajudou a passar por alguns momentos de fragilidade.

Cada canção era como um bote salva-vidas.

"Sua predileção pelo ecletismo, seja musical,

espiritual ou de qualquer tipo, trouxe novos sons e estilos a seu último esforço,

seu primeiro álbum original gravado em estúdio em quatro anos.

Percussão oriental e cordas misturadas com um colorido eletrônico na música de abertura,

"Citizen of the Planet", uma narrativa poética sobre sua história e perspectiva internacional.

A visão yin/yang de Morissette do microcósmico ser evidenciado no mundo macrocósmico leva a "Underneath", que reflete a idéia de Mahatma Gandhi: "Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo".Enquanto desconstrói o comportamento humano na estridente

"Versions of Violence",

Morissette oferece uma abordagem mais pessoal de ser alvo de comportamento

enlouquecedor com a difícil "Straitjacket",

o lamento de beleza fantasmagórica do amor perdido de "Torch",

a clara declaração de "Moratorium",

a flutuação hipnótica de "Tapes", o agradecimento em

"In Praise of the Vulnerable Man". Morissette explora a geralmente cíclica natureza do aprendizado em faixas como a pensativa e depressiva "Not As We",

e a estática liberdade de "Giggling Again for No Good Reason",

antes de fechar com a ascensão da Fênix de "Incomplete".

"Não há nenhum artista - homem ou mulher – que o leve no tipo de jornada emocional que Alanis leva",

diz Sigsworth.

"Ela tem esse imenso, super-massivo, devorador alcance emocional.

Ela sobe ao nível 10 da escala Richter e estamos com ela no epicentro enquanto canta o mundo da existência. Ela pode ser raivosa e hostil,

perturbada e desoladamente arrasada, radiantemente nostálgica,

sensual, refrescante e autodepreciativa,

tudo em um só álbum.

"Doze anos depois de o mundo descobrir Alanis Morissette,

uma artista mais madura permanece comprometida com seu caminho criativo e seu forte desejo de ajudar outros a percorrem os seus.

"Eu vivo para CURAR rupturas e criar uma ponte entre os aspectos humanos e o divino da vida,

e espero que ao compartilhar minhas experiências,

possa dar suporte às pessoas em suas próprias jornadas, onde quer que elas sejam", explica.

"Do contrário, eu simplesmente cantaria no chuveiro e cuidaria do jardim."


***

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

The history of the English language

'The history of every language is unique, because each language is inherently bound to the thinking, nature, and spirit of a people, all of which are continuously altered by the twists and turns of events.' (Crane, Yeager and Whitman.)

'A história de cada língua é única, porque cada língua é intrinsecamente vinculado ao pensamento, a natureza, e o espírito de um povo, todos os quais são continuamente alterados pelas voltas e mais voltas de eventos.'



Baseado nessa afirmação, Descreva com suas palavras a tragetória histórica da Língua Inglesa e conclua com sua opnião a respeito da importância dessa evolução ao longo do tempo.

***

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O menos natural dos amores

Poucas pessoas, hoje, vêem a amizade como um amor de valor comparável. Há inumeros poemas que exaltam o valor do amor Eros, mas poucos que tenham o tema amizade. O mundo moderno a ignora; ela não é um dos pratos principais no banquete da vida, mas algo marginal, uma diversão, algo que preenche o tempo livre. Eu acredito que, poucos a valorizam porque poucos têm experiência dela. Evitaria-se ao máximo ferir alguém que jamais queira-se perder.

A amizade é o menos natural dos amores, o menos instintivo, o menos biológico e o menos necessário. Não há nada de visceral nela, nada que acelere o batimento cardíaco...; pode-se viver e morrer sem amizade. Não é nada animal, como Eros é. O fato de ser fiel com um amigo é simplesmente uma questão de decisão, propósito e caráter.

Muitos não conseguem conceber a amizade como um amor real, mas somente como um disfarce para Eros. Quem nunca ouviu alguém dizer que não existe amizade entre um homem e uma mulher? Quem assim acredita revela o fato de que nunca teve um amigo, embora seja possível ter amor erótico e amizade por uma mesma pessoa.

Entretanto, nada se parece menos com a amizade que um caso de amor. Os amantes vivem conversando entre si sobre o seu amor; os amigos quase nuncam falam sobre sua amizade. Em geral os amantes se põem frente a frente, focados um no outro; os amigos, lado a lado, focados em algum interesse comum.

A amizade surge quando dois ou mais companheiros descobrem que têm em comum alguma idéia , interesse ou mesmo um gosto no qual os demais não partilham, e que até então cada um acreditava ser o seu tesouro (ou fardo) especial. A frase típica do início da amizade seria algo assim: "O quê? Você também? Pensei que fosse só eu." E então, sem sequer perceber, pessoas se unem em afeição.

Como diz C.S.Lewis, a condição para ter amigos é querer alguma coisa além de amigos. É por isso que aquelas pessoas patéticas que simplesmente querem "fazer amigos" nunca conseguem. Toda amizade precisa ser sobre alguma coisa, mesmo que apenas um interesse por dominó. Quem não tem nada não pode compartilhar nada. Quem não está indo pra lugar nenhum não pode ter companheiros de viagem.

Esse amor, livre do instinto, livre de todas as obrigações exceto as que o amor assume livremente, quase totalmente livre de ciúme e livre incondicionalmente da necessidade de ser necessário, é eminentemente espiritual. É o tipo de amor que eu consigo imaginar entre anjos!
Uma vez lendo Isaías 6:3 onde fala que os an jos comunicam uns aos outros em todo tempo que Deus é santo, santo santo, imaginei que essa verdade fosse comum entre eles, o que todos fortemente acreditam, o que os une.

Para o cristão não existem acasos. Há um M.C invisível em atividade. Aquele que nos escolheu para Ele, pode também nos escolher uns para os outros , fazendo nascer,assim, amizades baseadas na verdade e enriquecidas pelo amor verdadeiro.


;; { baseado na obra Os quatro amores de C.S. Lewis } ;;

terça-feira, 13 de maio de 2008

um novo modelo em ensino de línguas

Você pode ser um bom motorista sem saber qual é a diferença entre um motor a diesel e outro a gasolina, assim como conseguimos nos expressar bem em português sem sabermos o que é uma oração subordinada. Você pode também falar línguas sem ter que estudá-las. Não quero aqui defender a idéia de que você não precisa se dedicar ao estudo de uma segunda língua, mas sim esclarecer o que é, e como se dá o processo de seu aprendizado.

A expressão "aprender inglês" está tão batida e surrada, que já não tem um significado muito claro. Vamos pensar o seguinte: se "aprender inglês" significa conhecer sua estrutura, saber formar frases interrogativas e negativas sem errar, decorar os verbos irregulares, algum vocabulário, então você já aprendeu no 2° grau e não precisa mais se preocupar - está pronto para este novo século, certo?
Se "aprender inglês" significa memorizar frases e expressões de forma mecânica e repetitiva, ter um certificado do Cursinho X, muitos de vocês também já estão prontos!

Todavia, se "aprender inglês" significa falar com naturalidade, sentir-se à vontade na presença de estrangeiros, acompanhar filmes e as notícias da CNN, argumentar, defender seus pontos de vista, comprar e vender em inglês, construir laços de amizade ou ainda, namorar em inglês, funcionar como um ser humano normalmente funciona em sociedade, então talvez você não esteja tão pronto assim.

Aprender inglês significa desenvolver habilidades funcionais. É o que a lingüística moderna denomina de aquisição da linguagem ou assimilação natural. É um processo semelhante ao de assimilação da língua materna pelas crianças. É reaprender a estruturar o pensamento, desta vez nas formas de uma nova língua. O aprendiz é protagonista e não espectador do processo ensino-aprendizagem, e sua realidade faz parte do contexto em que a comunicação ocorre.

Tenho visto e observado diferentes técnicas e abordagens no ensino de língua inglesa no Maranhão. Parece me que o compromisso com o ensino efetivo está sendo deixado de lado, dando espaço a um modelo simplista, mal fundamentado metodologicamente, visando fins lucrativos e só!

O modelo de ensino tradicional vem sendo substituído por um foco mais comunicativo, capacitando o aprendiz a ouvir, falar, escrever de forma autêntica, desde as primeiras aulas do nível inicial. Em uma aula nessa metodologia, o professor é um facilitador, colaborando e direcionando a aprendizagem, de maneira a providenciar circunstâncias para que o aluno pense e interaja na língua alvo. Além disso o professor considera as variações individuais de seus alunos, tais como motivação, ansiedade, inibições, dificuldades, status social etc.

Sem dúvida, a abordagem comunicativa representa uma evolução inteligente em direção a um ensino-aprendizado de línguas mais eficaz e centrado nas necessidades e interesses do aprendiz. É ela que inspira metodologias e técnicas mais eficazes nos dias de hoje. No entanto, serão menos eficazes se limitarem-se a atividades artificiais desprovidas de contextos autênticos e multiculturais. Convido, assim, você professor de línguas, a utilizar esse conhecimento teórico em sua prática de ensino e proporcionar aos seus alunos um aprendizado significativo.